O desafio agronômicoO ar quente do Cerrado cobra a sua parte da calda
Sob temperatura alta e umidade relativa baixa, a gota fina perde água em frações de segundo, encolhe, fica leve, e qualquer corrente de ar a leva para fora do talhão. O que parecia uma calda bem preparada vira cobertura irregular e risco para as áreas vizinhas, sobretudo quando estão em jogo moléculas de alta atividade biológica e culturas sensíveis ao lado.
O produtor convive com uma tensão constante entre os dois extremos do espectro. A gota fina cobre bem e penetra melhor, e é justamente ela que deriva e evapora. A gota grossa resiste ao vento e à secagem, e é justamente ela que escorre e cobre menos pontos por centímetro quadrado.
No meio dessa escolha, a janela é estreita: o ideal é pulverizar com temperatura mais amena, umidade relativa acima de 50% e vento entre 3 e 10 km/h, condições que nem sempre coincidem com a urgência da operação. Encurtar essa janela ainda mais por causa de uma gota mal protegida significa perder dias de pulverização em uma safra que não espera.
O desafio do Aero Guard é, portanto, governar o destino da gota: torná-la uniforme, protegê-la da evaporação no trajeto, ampliar o seu contato com a folha e manter dentro do talhão a fração que hoje se perde.