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ORVIX Agroquímica
SOLV · Controle de pH da calda

O pH correto é o de cada molécula

Calda fluida é resultado de adequação química. A linha SOLV entrega o par de ferramentas que governa o pH da calda em qualquer direção, para cima com o SOLV pH+ e para baixo com o SOLV pH-, de modo que cada ingrediente ativo encontre dentro do tanque exatamente a química de que precisa para chegar íntegro à folha.

Dois sentidos de ajusteTodas as culturas0,05% a 1,0% da caldaIsentos de registro

Escala de pH da calda

A faixa em destaque, entre pH 4 e 6, é a que mantém a maioria dos herbicidas de caráter ácido na forma molecular neutra, aquela que atravessa a cutícula com mais facilidade. Acima do neutro, cada unidade de pH acelera a hidrólise em cerca de dez vezes.

SOLV pH-, acidificante
Conduz a calda para a faixa de trabalho quando a água chega alcalina.
SOLV pH+, alcalinizante
Eleva o pH de forma controlada quando a mistura pede o caminho inverso.
O desafio agronômico

A água é o componente mais abundante e o mais esquecido da calda

Ela responde por mais de 95% do volume aplicado e raramente é quimicamente neutra. Cada poço, açude, rio ou reservatório de Mato Grosso carrega o seu próprio pH, a sua carga de cátions dissolvidos e a sua alcalinidade, e essas três variáveis mudam com a fonte e com a época do ano. Antes mesmo de a gota tocar a planta, a água já decidiu boa parte do destino do produto que nela foi misturado.

No campo, o sintoma aparece disfarçado. Uma dessecação que rendeu menos em buva, capim-amargoso ou corda-de-viola. Um inseticida abaixo do esperado. Um fungicida que protegeu por menos tempo do que o rótulo previa. A primeira reação costuma ser subir a dose, trocar o ativo ou desconfiar de resistência.

Em muitos casos, porém, a causa real é mais simples e mais barata de corrigir: a química da água estava fora do ponto e ninguém ajustou o pH da calda antes da aplicação.

Esse desafio tem duas faces opostas. Há a calda alcalina demais, em que o pH elevado degrada quimicamente as moléculas sensíveis e enfraquece a penetração dos herbicidas de caráter ácido. E há a situação inversa, em que a química do tanque pede uma elevação controlada do pH para estabilizar determinadas misturas e manter a calda compatível. Um único acidificante resolve apenas metade da questão: o produtor precisa de domínio nos dois sentidos, e é isso que a linha SOLV oferece como sistema.

O que medir antes de encher o tanque

pH
A concentração de íons hidrogênio livres, que decide a forma em que o ativo circula e a velocidade com que ele se degrada.
Dureza
A carga de cátions polivalentes dissolvidos, sobretudo cálcio e magnésio, com participação de ferro e manganês.
Alcalinidade
A capacidade-tampão da água, dominada pelos bicarbonatos, que define quanta dose de controlador o ajuste vai exigir.
A ciência

Quatro fenômenos ligam a química da água à eficácia da aplicação

O pH é a medida da concentração de íons hidrogênio livres na solução, numa escala em que cada unidade representa uma variação de dez vezes. Por trás dessa medida está toda a química que define se o ingrediente ativo permanece estável e absorvível ou se ele se perde dentro do próprio tanque.

Medição do pH da calda durante o preparo

100x

É a ordem de grandeza da aceleração da quebra de um ativo sensível quando a calda sai de pH 7 para pH 9. A velocidade de degradação aproximadamente decuplica a cada unidade de pH acima do neutro, e há moléculas cuja meia-vida cai de horas para poucos minutos em calda alcalina.

01

Dissociação dos ácidos fracos

O pH decide em que forma a molécula circula na calda

Boa parte dos herbicidas modernos é formulada como sal de ácido fraco. Dentro da calda, essas moléculas vivem em equilíbrio entre uma forma molecular protonada, neutra e lipofílica, e uma forma dissociada, aniônica e de carga negativa. Esse equilíbrio é governado pelo pH em relação ao pKa do ativo.

Com o pH abaixo do pKa, predomina a forma molecular neutra, que atravessa com mais facilidade a cutícula cerosa da folha e fica menos exposta ao sequestro por cátions. Com o pH acima do pKa, predomina a forma aniônica, de penetração mais difícil e muito mais vulnerável às pontes iônicas com cálcio, magnésio, ferro e manganês. Para a maioria dos herbicidas ácidos, a faixa de pulverização que mantém a molécula na sua melhor forma fica entre pH 4 e 6.

02

Hidrólise alcalina

O fenômeno mais destrutivo, e o mais silencioso

Em pH elevado, o íon hidroxila ataca as ligações ésteres, amidas e organofosforadas das moléculas, quebrando o ingrediente ativo de forma irreversível. Diferente da dissociação, que é reversível, a hidrólise destrói o produto dentro do próprio tanque.

A cinética é implacável: a velocidade de degradação aproximadamente decuplica a cada unidade de pH acima do neutro, de modo que subir de pH 7 para pH 9 pode acelerar a quebra cerca de cem vezes. Inseticidas organofosforados e carbamatos estão entre os mais frágeis, seguidos de vários fungicidas. Há ativos cuja meia-vida cai de horas para poucos minutos em calda alcalina, e é por isso que calda parada de um dia para o outro em água de pH alto chega ao alvo já empobrecida.

03

Dureza da água

Cátions polivalentes que prendem o ativo em complexos inertes

A dureza é a carga de cátions polivalentes dissolvidos, sobretudo cálcio e magnésio, com participação importante de ferro e manganês. Herbicidas de caráter ácido circulam na calda como ânions, e os cátions de carga positiva ligam-se a esses ânions formando complexos volumosos, eletricamente neutros e de baixa absorção.

O resultado é uma molécula que perde afinidade pelas cargas da cutícula e da membrana, penetra menos e transloca menos até o ponto de ação. O glifosato é o caso clássico, por ser um fosfonato com múltiplos sítios ionizáveis e comportamento quelante natural, e a mesma vulnerabilidade alcança outros ativos formulados como sal de ácido fraco. O ajuste do pH é parte da resposta a esse antagonismo, porque a condição química do meio influencia a forma em que o ativo e os cátions coexistem.

04

Alcalinidade, a capacidade-tampão

Por que duas águas de pH parecido respondem de modo diferente

A alcalinidade é a capacidade da água de resistir à mudança de pH, dominada pelos bicarbonatos. Ela não se confunde com pH nem com dureza. Uma água muito tamponada consome o ajuste antes que o valor-alvo seja alcançado, o que explica por que algumas fontes exigem dose maior de controlador para chegar ao mesmo ponto.

Entender a alcalinidade é entender por que a mesma dose funciona no poço da sede e pede reforço no açude do talhão. É também o motivo pelo qual a dosagem progressiva, com medição do pH ao longo do preparo, é sempre mais segura do que aplicar a dose máxima de uma só vez.

Domina-se a química da água, domina-se boa parte da eficácia da aplicação. Ajustar o pH é, antes de tudo, um ato de proteção do ingrediente ativo: mantém a molécula na forma mais penetrante, afasta a hidrólise que a degradaria e ajuda os íons a permanecerem disponíveis em vez de presos em complexos inertes.

O critério de escolha

Quando acidificar e quando alcalinizar

A decisão nasce de três leituras: o pH da fonte de água, a sensibilidade química dos ativos que vão para o tanque e a orientação do rótulo de cada defensivo. Com essas três informações em mãos, o sentido do ajuste fica evidente.

Embalagem de 1 quilo do acidificante de calda SOLV pH menos

Reduzir o pH

SOLV pH-

Pó solúvel (SP)

Embalagem de 1 kg

Escolha este quando

  • A água da operação apresenta pH alcalino
  • A calda leva inseticidas organofosforados, carbamatos ou fungicidas sensíveis à hidrólise
  • O manejo usa herbicidas de caráter ácido, que trabalham melhor na faixa de pH 4 a 6
  • A fonte de água é dura, com carga alta de cálcio, magnésio, ferro e manganês
Composição
Mistura de complexantes orgânicos 99%, outros ingredientes 1%
Dose
0,05% a 1,0% do volume de calda
Ficha técnica de SOLV pH-
Embalagem de 5 litros do alcalinizante de calda SOLV pH mais

Elevar o pH

SOLV pH+

Concentrado solúvel (SL)

Embalagem de 5 L

Escolha este quando

  • A química do tanque pede uma correção controlada para cima
  • O rótulo do defensivo indica pH neutro ou alcalino para o bom desempenho
  • A mistura precisa de compatibilização e de neutralização de reações antagônicas no preparo
  • A calda demanda ajuste fino de comportamento físico durante a montagem
Composição
Monoetanolamina, espessante, antiespumante, conservante, corante e veículo
Dose
0,05% a 1,0% do volume de calda
Ficha técnica de SOLV pH+

Dois produtos, um sistema

O SOLV pH- tem um desenho técnico particularmente robusto. Formulado como pó solúvel à base de uma mistura de complexantes orgânicos em altíssima concentração, ele reduz e ajusta o pH da calda para a faixa em que a molécula trabalha melhor e, ao mesmo tempo, atua para neutralizar reações antagônicas e auxiliar os íons a permanecerem livres em vez de presos em complexos inertes. É a resposta que a teoria pede para a calda dura e alcalina, atacando ao mesmo tempo o pH alto que hidrolisa e a tendência de sequestro iônico que rouba penetração. A formulação em pó concentra o ativo e confere ao produto uma estabilidade de prateleira de três anos.

O SOLV pH+ é o alcalinizante da linha, um adjuvante compatibilizante em concentrado solúvel à base de monoetanolamina, com espessante, antiespumante, conservante, corante e veículo. Sua função é elevar o pH de forma controlada e neutralizar reações antagônicas no preparo das misturas, e a presença de espessante e antiespumante acompanha esse trabalho, contribuindo para o comportamento físico da calda enquanto o pH é ajustado.

Juntos, os dois compõem um sistema de governança química do tanque. O produtor mede o pH da água, identifica em que sentido precisa corrigir e aplica o controlador adequado, sempre na água e antes do ingrediente ativo.

Benefícios para a lavoura

Consistência de uma aplicação para a outra

Os mais sensíveis à hidrólise alcalina

  • Inseticidas organofosforados
  • Carbamatos
  • Diversos fungicidas de ligações ésteres e amidas
  • Herbicidas de caráter ácido, que perdem penetração acima do pKa

Ao trabalhar a calda na faixa de pH correta, a linha SOLV preserva a integridade do ingrediente ativo e protege o investimento que o produtor já fez ao comprar o defensivo. Em dessecações e manejos com herbicidas de caráter ácido, manter o pH na faixa adequada favorece a forma molecular mais penetrante e ajuda a sustentar o controle de plantas daninhas de difícil manejo, que tantas vezes falham por química de calda e não por dose.

Para os ativos sensíveis à hidrólise alcalina, sobretudo inseticidas organofosforados, carbamatos e diversos fungicidas, a acidificação correta com o SOLV pH- preserva a meia-vida da molécula dentro do tanque e garante que a calda chegue ao alvo com a carga que o rótulo previu.

Essa estabilidade é especialmente valiosa no manejo fitossanitário de soja, milho, algodão e feijão ao longo do ciclo, dos manejos de implantação e do vegetativo até as aplicações reprodutivas de maior valor, em que preservar a eficácia de um fungicida ou de um inseticida em pleno enchimento de grãos decide margem.

O SOLV pH+ acrescenta a capacidade de corrigir o pH para cima quando a mistura pede, completando o controle nos dois sentidos e dando ao produtor previsibilidade sobre o comportamento da calda. O ganho final é consistência: aplicações que entregam o que prometem e melhor aproveitamento de cada operação de pulverização.

Uso com assistência técnica

Governar o pH do tanque é decisão de campo

Os dois controladores são indicados para todas as culturas, sempre que a água de pulverização exigir ajuste de pH, com dose de 0,05% a 1,0% do volume de calda em ambos os casos. A direção do ajuste e o ponto dentro dessa faixa dependem da água, da molécula e da mistura do dia, e é a assistência técnica da ORVIX que faz essa leitura com a sua equipe. Os fatores abaixo são o que o consultor avalia, não um roteiro para aplicar sozinho.

01

Meça o pH da fonte

A decisão começa na medição do pH da água no momento do preparo. Cada poço, açude, rio ou reservatório carrega o seu próprio pH, a sua carga de cátions e a sua alcalinidade, e essas variáveis mudam com a fonte e com a época do ano.

02

Leia o rótulo do defensivo

Há produtos que pedem pH neutro ou alcalino para trabalhar bem. O ajuste segue sempre as orientações do rótulo dos defensivos misturados, e é ele que define para qual lado a calda deve caminhar.

03

Controlador na água, antes do ativo

A regra de ouro é prática: o controlador entra na água, sob agitação, antes do ingrediente ativo, para que a molécula encontre um meio já adequado quando for adicionada.

04

Dose de forma progressiva

Adicione em frações, medindo o pH da calda até atingir o ponto desejado, em vez de aplicar a dose máxima de uma só vez. Em águas muito tamponadas, tende-se ao teto da faixa para alcançar o valor-alvo.

05

Aplique a calda fresca

Calda preparada e aplicada no mesmo momento preserva a carga de ativo que o rótulo previu. Calda parada de um dia para o outro, sobretudo em água de pH alto, chega ao alvo empobrecida.

A direção do ajuste, a dose e o momento são definidos pela assistência técnica da ORVIX, que conhece a formulação e acompanha a operação. Antes de aplicar, fale com o consultor e siga sempre o rótulo do produto.

Falar com a assistência técnica
Ficha técnica

O dado seco dos dois controladores

Ambos comercializados por ORVIX Agroquímica Ltda, CNPJ 54.306.557/0001-84, Rua Genésio Roberto Baggio, 1111, Sorriso (MT). Em caso de divergência entre este material e o rótulo oficial vigente, vale sempre o rótulo.

SOLV pH-

Ficha técnica do SOLV pH-
ItemEspecificação
ProdutoSOLV pH-
Tipo e classeAdjuvante agrícola compatibilizante e acidificante (redutor de pH)
FormulaçãoPó solúvel (SP)
ComposiçãoMistura de complexantes orgânicos 99%, outros ingredientes 1%
FunçãoReduz e ajusta o pH da calda, neutraliza reações antagônicas e auxilia os íons a permanecerem livres
Dose0,05% a 1,0% do volume de calda
Embalagem1 kg
Validade3 anos
RegistroProduto isento de registro (Lei nº 7.802/1989, Decreto nº 4.074/2002, Ato nº 104/2017 e Ato nº 108/2017)

SOLV pH+

Ficha técnica do SOLV pH+
ItemEspecificação
ProdutoSOLV pH+
Tipo e classeAdjuvante agrícola compatibilizante e alcalinizante (elevador de pH)
FormulaçãoConcentrado solúvel (SL)
ComposiçãoMonoetanolamina, espessante, antiespumante, conservante, corante e veículo
FunçãoEleva o pH da calda e neutraliza reações antagônicas no preparo das misturas
Dose0,05% a 1,0% do volume de calda
Embalagem5 L
RegistroProduto isento de registro (Lei nº 7.802/1989 e atos correlatos)
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Do critério técnico ao pedido

Traga a análise da sua água

pH, dureza e alcalinidade da fonte que abastece o seu tanque definem qual controlador entra e em que dose. A equipe técnica da ORVIX interpreta esses números junto com o seu programa de aplicação e ajuda a posicionar o SOLV pH+ e o SOLV pH- na safra.